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DESMAIOS, CRISES CONVULSIVAS E EPILEPSIAS

O que é Desmaio?

O desmaio acontece quando você perde a consciência por um curto período de tempo. O termo médico para o desmaio é síncope. Um desmaio geralmente dura de alguns segundos a alguns minutos.

Em alguns casos, o desmaio é precedido por sensações como vertigem, tontura, fraqueza e náuseas. Uma recuperação completa geralmente leva apenas alguns minutos após o desmaio. Se não houver nenhuma condição médica subjacente causando-lhe a desmaiar, o tratamento não é necessariamente obrigatório.

Na maioria das vezes, os desmaios não indicam doenças graves. Mas, em algumas situações, ele pode ser um sintoma de um problema de saúde sério. De qualquer forma, os desmaios devem ser motivo para uma consulta médica, principalmente se acontecem episódios recorrentes, mais de uma vez por mês.

Causas

Nem sempre a causa do desmaio é clara. No entanto, o episódio pode ser desencadeado por uma série de fatores, incluindo:

  • Medo
  • Trauma emocional
  • Estresse
  • Dor severa
  • Uma queda súbita da pressão arterial
  • Baixo nível de açúcar no sangue devido ao diabetes ou longos períodos em jejum
  • Hiperventilação (respiração rápida e superficial)
  • Desidratação
  • Ficar em pé por muito tempo
  • Levantar-se rápido demais de uma posição sentada ou deitada
  • Esforço físico em altas temperaturas
  • Tosse severa
  • Esforço excessivo durante a evacuação
  • Convulsões
  • Abuso de drogas ou álcool

Medicamentos que reduzem a pressão arterial também podem causar desmaios, principalmente se você passa muito em pé ou faz esforço. Esses remédios geralmente são aqueles usados para tratar a pressão alta, alergias, depressão e ansiedade.

Se você tem a sensação de desmaio ou sofre um desmaio quando vira a cabeça para o lado, pode ser que os ossos do seu pescoço estejam comprimindo um vaso sanguíneo.

As mudanças hormonais no início da gravidez, por vezes, podem causar desmaios. Em casos raros, um desmaio também pode ser sintoma de tumores cerebrais – principalmente se acompanhado de outros sintomas neurológicos, como consulvão.

Fatores de risco

Você está em um maior risco de desmaio se tiver alguma dessas condições:

  • Diabetes
  • Bloqueios cardíacos
  • Arritmias cardíacas
  • Ansiedade ou ataques de pânico

Buscando ajuda médica

Se você sofreu um desmaio, peça para alguém que testemunhou o episódio algumas informações que você talvez não se lembre. Se possível, leve essa pessoa ao hospital com você.

Em pessoas que já desmaiaram, alguns sintomas e características são motivo de preocupação. Veja:

  • Desmaio durante o exercício
  • Vários episódios dentro de um curto espaço de tempo
  • Desmaio repentino, sem quaisquer sintomas de alarme ou qualquer gatilho aparente
  • Desmaio precedido ou seguido de possíveis sintomas cardíacos, tais como dor no peito, palpitações ou falta de ar
  • Idade avançada
  • Lesão significativa como resultado de desmaio
  • História familiar de morte súbita

Embora a maioria das causas de desmaios não sejam graves, é necessária a avaliação de um médico para distinguir. As pessoas que desmaiaram devem buscar ajuda médica o mais breve possível, especialmente há qualquer sinal de alerta.

Para os casos de gravidez, diabetes ou histórico prévio de doença cardiovascular, o atendimento deve ser de emergência.

Epilepsia

A epilepsia se caracteriza por crises epilépticas de repetição. É uma doença frequente que acomete cerca de 1 a 2% da população geral. Além disto, cerca de 4% das pessoas,  já apresentou pelo menos uma crise convulsiva na vida.  Na crise epiléptica, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira anormal, como se fosse um curto-circuito. A convulsão é um tipo de crise epiléptica.

     Na grande maioria dos casos, as crises desaparecem espontaneamente, mas a tendência é que se repitam de tempos em tempos. Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação de emergência neurológica conhecida como estado do mal epilético. Nesse caso, o paciente precisa de atendimento médico imediato.

O que causa uma crise convulsiva?

     As crises convulsivas se originam de focos ou regiões de mal-funcionamento do cérebro. Eventualmente todo o cérebro pode estar comprometido.

     Um episódio único não é indicativo de epilepsia. O médico precisa ouvir a história do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise para determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma outra doença.

     Algumas causas são reversíveis, como por exemplo, variação na quantidade de sal das células; outras estão presentes desde o nascimento, como as malformações do cérebro. Existem também epilepsias associadas à presença de lesões graves, potencialmente fatais, como tumores ou hemorragias cerebrais. Para o paciente, descobrir a doença que causa suas crises é fundamental, e atualmente os exames complementares disponíveis facilitam muito o diagnóstico. No entanto nem sempre isso é possível, e muitas vezes o tratamento é apenas sintomático, ou seja, baseado em medicações anti-epilépticas. 

Vale a pena ressaltar que ter epilepsia não implica obrigatoriamente em ter distúrbios de comportamento ou retardo mental. Apesar do preconceito que envolve a doença, existem vários profissionais de todas as áreas que têm epilepsia e usam medicação regularmente.


Quais são os tratamentos disponíveis? 

     Existem várias medicações capazes de tratar as crises epilépticas, que são escolhidas pelo profissional de acordo com as características individuais do paciente e o tipo de crise apresentada. Nos casos de epilepsia grave, incapacitante e refratária ao tratamento clínico, o paciente pode ser candidato ao tratamento cirúrgico. O avanço tecnológico e dos métodos diagnósticos têm tornado o tratamento medicamentoso e cirúrgico cada vez mais seguros e eficientes.

Posso suspender o medicamento para fazer uso de bebida alcoólica?

     Não deixe de tomar a medicação sob nenhum pretexto. O controle das crises e a qualidade de vida depende do correto uso da medicação.

Posso pegar as receitas com meu médico sem consultá-lo?

     Mantenha visitas regulares ao médico, e não falte mesmo que esteja com bom controle da doença. É preciso evitar que possíveis efeitos colaterais possam ser atribuídos erroneamente à epilepsia. Assim como prevenir o aparecimento dos efeitos colaterais ou de descompensar das crises epilépticas. Por isso que as receitas são controladas e só devem ser prescritas após consulta médica!

Acho que não estou precisando de tanto remédio, posso diminuir a dose?

     Não altere a dose do remédio por conta própria. O controle das crises depende do uso contínuo da dose adequada para o seu caso. A dose necessária pode variar de acordo com o peso do paciente e medicamentos que estejam sendo administrados em conjunto, portanto, as visitas regulares ao seu médico são necessárias!

Meu filho pode ter o mesmo problema que eu?

     Não se preocupe, a maiorias das doenças que cursam com epilepsia não são hereditárias, portanto a possibilidade de um filho nascer com epilepsia é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome;

Tive um desmaio e me disseram que me contorci inteiro… mas foi só uma vez, preciso passar em consulta?

     Procure avaliação de um neurologista, mesmo que tenha apresentado apenas uma crise epiléptica;

Meu amigo tem convulsões com muita frequencia, o que posso fazer para ajudá-lo no momento da crise?

     Ao presenciar uma pessoa apresentando crise convulsiva, é importante manter a calma e tentar proteger a cabeça do paciente para evitar um traumatismo, e também tentar virar o rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva e impedir que se asfixie com o próprio vômito. Não se deve colocar objetos na boca ou tentar segurar a língua do paciente, sob o risco de tomar uma mordida, e não trará benefícios. Se o paciente demorar para retomar a consciência, deve ser encaminhado ao hospital. Em geral, se a crise estiver durando mais de 5 min, já vale a pena chamar uma ambulância!

Prestando socorro, se a vitima já estiver desmaiada:

-Deitar a vitima com a cabeça de lado e mais baixa do que as pernas ;

-Desapertar-lhe as roupas;

-Mantê-la aquecida;

-Logo que esta recupere dar-lhe de beber água açucarada;

-Encaminha-la ao médico.

 

Fontes:
https://www.minhavida.com.br/
https://firstaid2015.wordpress.com